domingo, 23 de setembro de 2012

Colibri V

As coisas. 
As coisas têm o poder que nós lhes dermos. Ou bem que nos chateamos à séria, ou bem que ignoramos. O meio termo não é opção em quase caso nenhum. E este não é excepção a esta regra. 

A questão é que parece demasiada burrice. Parece que não paras de insistir constantemente em afirmar a tua presença. Mas já chega de ti, importas-te de desaparecer? Fizeste tantas asneiras, qual é, de facto, o teu problema? É não saberes admitir perante o mundo que erraste compulsivamente e que magoaste pessoas que te amavam como se calhar mais ninguém te amará na vida? É não entenderes que tiveste contigo pessoas dispostas a tudo por ti, e que tu, por qualquer motivo que ainda hoje não consigo compreender e encontrar, decidiste afastar? Eu tenho tanta raiva de ti, que tu não consegues imaginar! Nem ninguém, parece que ninguém consegue compreender o que sinto, e a revolta que transporto, ou o quanto isto me afecta. Neste momento, nem me importo com isso.

Compreende que a minha revolta não é com a tua cara, mas com as tuas últimas ações. Compreenda toda a gente isto. E deixem de me dizer que não vale a pena, ou para eu ignorar, ou para esquecer, senão... Porque as coisas não são assim! As PESSOAS não magoam só porque sim, não erram só porque sim, não são estúpidas só porque sim, não são aberrações sem escrúpulos só porque lhes apeteceu, não são! Tudo tem um motivo. Tudo tem um motivo, e uma justificação para ter acontecido e, enquanto eu não perceber os teus, não te conseguirei ver sem me apetecer faltar à pessoa que sou.

Ainda assim, 
hoje, 
onde quer que estejas, 
só te devias questionar porque é que ainda gosto tanto de ti.

3 comentários:

  1. Só vendo os defeitos dos outros, é que conseguimos olhar para o melhor que têm. Se não os víssemos, nunca veríamos que eles têm um lado bom. É por isso que continuas a gostar dela ;) Mas só te cabe a ti a opção de a aceitares ou não.

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    1. Tiveste sempre essa capacidade de saber o que dizer. E mais, por estares de fora, por veres com uns olhos limpos, deste-me uma outra pespetiva. Muito obrigada

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