E eu sei ser o errado. E eu sei ser o proibido.
Eu preciso de te ouvir uma vez mais. Preciso de escutar a
melodia da tua voz, do fundo do ridículo do teu ser. Preciso de voltar a ver-me
como importância na tua vida, mesmo tendo a plena consciência de toda a mentira. Preciso de voltar a sentir, uma vez mais - e a última,
que a menina dos teus olhos sou eu. Mesmo que seja pelos breves instantes que a
nossa conversa vai levar.
Sempre que nego que não me amas, que
insinuo na minha mente que tu não me queres, o meu coração que suspira, que
implora que acabes por dizer tudo o que o meu racional nega.
O coração feriu-me, e deixou que me ferisses. A razão avisou
sempre, mas eu sou teimosa. A persistência manteve-se nos instantes em que o
incessante bater do meu coração acelarou. Não te olho porque preciso de me
desabituar de me sentir presa no teu olhar (e há ainda tantos instantes teus em
mim). Não te olho porque a certeza da tua presença é já suficiente para que o
meu ritmo acelere. E é só na tua presença que tudo parece acontecer mais
depressa.
Perdi a noção do tempo. A noção que tenho é que me desmembraste.
A noção verdadeira, sei que a perdi.
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| "with a smile on her lips and a tear in her eye" Sir Walter Scott |

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