Neste pedaço do mundo em que me deixaste.
Parece-te bem? Parece-te correto que os meus lábios se mantenham na ânsia dos teus? Que o teu toque seja o que mais desejo; que a tua presença me serene o coração e desperte o espírito? Depois de tudo o que fizeste, parece-te bem?
Parece-te correto continuares a suscitar o meu ser, a despertá-lo, quando a única coisa que acabas por querer é magoar-me?
Que tipo de pessoa és? Que tipo de ser és tu que se aclama como moral, ético e correto, e depois agarra nos meus sentimentos (e nos das outras meninas) e faz deles bola de rugby?
Todas as perguntas que tenho permanecerão assim, sem qualquer resposta. Nada te perguntarei porque todas as palavras que me dás soam sempre a ilusórias, e acabas por mostrá-las falsas.
E eu estou tão cheia de mentiras! Tu cobriste-me com esse véu que tão corretamente soubeste construir, e ele é tão transparente primeiro, e depois tão opaco... e coeso!... que se assemelha a uma teia, a uma teia que me envolve e de onde não sei (quererei?) sair, compreendes? Alguém compreende?
É como se houvesse uma lágrima muda que surdamente suspira ao meu coração sempre que tudo parece bem.
Até quando? Bela pergunta.

Sem comentários:
Enviar um comentário