Um navegador. Uma mar desconhecido e um abrigo. Um porto, que sem ser seguro, é um porto, e portanto é local de conforto.
Um dia, um jovem nascer de sol e precário horário de anzol. Um conjunto de Horas, um mar lento, um mar agitado, um navegador preocupado, umas palavras soltas, um radar desatento, um conjunto de sentidos que nem escrutinar tento; um alento. Um pedaço de luar, um conjunto de raios, um Eu na solidão de um mar que não é meu, num caminho que procuro e ao qual não sei o que lhe aconteceu. Um toque no relógio de parede da cabine, com as certezas de um fim, de um fim que não é ponto final, mas que é um fim, porque não há outra forma de acabar. Uma hora depois, um peixe no anzol, um aviso de que não é permitido pescar, um desafio do luar, ao mar, por um navegador que nem sabe nadar. Um minuto, o aperto é enorme, o silêncio é o sinal da ofegante partida, do coração a dizer que é a ultima bebida, numa última despedida. Um segundo, um momento de um sentido; um olhar. Um "não há nada depois do horizonte e o conforto", o conforto que surge após a travessia do mar Morto; um instante. Um instante antes do fim de todas e de qualquer maré, num confronto, num encontro num fim que se assinalou, pé ante pé, e que ninguém soube prever, e apenas eu o conseguira escrever.
O instante passou, o navegador parou, o peixe saltou, o mar se agitou, o corpo tombou, a tempestade rebentou, e o Homem?
O Homem nem se preocupou, nem notou - ignorou.
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