"Menina, menina, volte aqui, falta o meu beijinho; menina, menina, não fuja que se esqueceu de se despedir de mim; menina, menina, não fuja de mim, não se esqueça de mim, não me deixe aqui. Quero a sua presença, quero a sua presença, menina, menina... Não vê que estou perdidamente necessitado do seu olhar? Não consegue perceber que é o seu toque tudo o que mais desejo agora? Não fuja, não recue, não saia daqui, venha, fique comigo. Fique comigo, venha venha. Está com dúvidas? Sinta os meus lábios calarem-lhas; reconheça o meu toque silenciando-as, acredite em mim. Menina, menina, não fuja, não receie. Olhe aqui, não fui a lado nenhum, eu existo, a menina toca-me, consegue sentir os meus braços, o arrepiar da minha espinha quando a sinto aproximar-se, consegue sentir-me? Consegue ver o brilho dos meus olhos, e palpar a realidade do meu ser? Eu estou aqui, não sou fruto da sua imaginação. Eu quero-a aqui, comigo, eu e a menina, a nossa felicidade, construída para acabar com a sua infelicidade. A menina acredite, que eu protege-la-ei de todo e qualquer um que aqui surja. Está comigo, só não está com Deus, porque Deus existe mesmo. Confie em mim, não a quero enganar. Olhe os meus sentimentos, olhe o meu coração aí mesmo nas suas mãos, no seu leito, em si, não o vê? Não o respeita? Cuide dele como se fosse o seu, porque eu não o sei tratar. Amo-a como o verbo amar quer ser pronunciado, tem aqui os meus sentimentos. Não fuja. E acredite que eu sou possível."
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E de repente ela despertou do sono. Eram 8.45h, e estava na altura de se ir despachar, preparar para o dia que a esperava.
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