Proibi-me de brincar com coisas sérias.
Proibi-me de olhar para o infinito esperando que ele me
trouxesse a resolução dos meus problemas, porque ele não é mágico. O horizonte
dá-me agora a esperança, a crença num qualquer futuro, num sonho que seja.
Proibi-me de esperar apenas pelas ações dos outros para
determinar as minhas. Não é assim que as coisas são. Ou não é assim que deviam
ser. Se eu quero que algo aconteça, não posso simplesmente sossegar e esperar
que alguém se lembre de a fazer acontecer. Não. Eu tenho de fazer os meus pés
mexer, de me lembrar de me erguer, e de acreditar que é possível, porque é! É possível
acontecer. Não sei o quê porque tudo o é, e é.
Proibi-me de acreditar no que não sinto. Proibi-me de fingir
que não importo, que não sou vida. Não me amo, mas isso não significa que me
trate mal ao ponto de deixar que tudo invada o meu ser. Importa-me o que aos
meus importa. No final,
“No fim somos só nós a tomar a decisão, e a decisão é só nossa. E
quando chega a vez de agirmos e estamos sozinhos, encostados à parede, a única voz
que importa é a da nossa cabeça. A que nos diz o que, provavelmente, já sabíamos.
A que tem sempre razão.” – Anatomia de Grey.
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