Não é uma condição da minha demência, garanto. Nem é um assalto à minha existência, subscrevo. Mas é um atentado à minha inocência e à minha essência, confirmo.
O melhor de nós reside no que a nossa privacidade não diz. O melhor de nós reside no que os outros não conseguem ver, naquilo que somos quase sem saber, naquilo que existe em nós sem que se possa perceber. Eu escrevo o que os outros nem imaginam que existe no meu ser, e isso alivia a pressão das minhas costas, o peso da minha cabeça sobre todo o resto do meu corpo e o batimento do meu coração a cada sílaba que escrevo. É por saber que isto é tão meu, que não há nada mais a acrescentar.
Do mundo peço pouco, dos outros peço respeito. É básico e simples; é branco e pérola; é eu e tu.
Este jogo que nenhum de nós está a jogar, vê-lo? Eu sei que não. Eu sei que não, porque eu não to mostro, tu não perguntas as regras - jogamos às cegas. Mas o que quer que seja que somos, eu gosto disso.
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| 'cause the meaning of today is whatever we want it to be |
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