Vi-a hoje. O rosto está envelhecido, e o olhar e o brilho estão desaparecidos. Ela fugiu; ela ruiu. Vi-lhe o fumo colado à cara, pareceu-me insensato dizê-lo, calei-me. Tem o olhar desgastado, não lhe vejo expressão. As palavras enrolam-se, estão abrandadas, já não sabe falar de outra forma sem ser quase sem falar. Eu não a quero abandonar, porque ela faz parte do mesmo sangue que me corre nas veias que quase me saltam sempre que a vejo decaída - e não a vou abandonar. Sei que é a vida dela, e que eu não posso mudar nada, então calo as dúvidas, a vontade de falar, a minha boca, e deixo a minha pixi matar-se dessa forma tão calma, tão suave, tão à vista de todos, e tão silenciosamente nesse grito inaudível. Ela diz que não, que está bem, que sai quando quiser. Que não precisa de nada, nem daquilo, que se aguenta, que é só uma distração; mas tal como ela está no meu coração, assim aquilo lhe irrompe o espírito, e a alma e a vida.
Eu não gostava, não quero, mas já espero, que ela torne os instantes que lhe deram, em algo mais momentâneo do que já são; em algo mais imparcial, mais improvável, menos verdadeiro e menos vivido, mesmo apesar de toda a vida que já leva no peito.
Eu prometi-me-nos respeitar-te. Juro aqui que o farei. Com todas as minhas forças estarei aqui, hirta, por ti, por mim, por nós. Sei, sem que tu o saibas, que mereces que me dedique a ti e a nós. És uma princesinha que vive num condado de cartas. O vento soprou, as cartas foram ao ar, mas a vida da princesa, cheia de festas, não acabou. E quando acabar, eu estarei aqui de mão estendida para a poderes agarrar. PROMETO.

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