A necessidade já eu a não controlo. Preciso de chocolate e da Lashi, só para acalmar tudo.
Controlo suavemente o coração sem o pressionar a fazer o que quero. E é docemente que ele volta ao seu lugar. A casinha que a cabeça lhe construiu, hoje parece vazia e é quase como se ele quisesse fugir ao invés de se manter em casa. Foi assim que saltou das minhas mãos, e se pôs a correr em direcção a um azul líquido, quente, onde só ele se sabe acalmar, e onde sabe que ficará seguro. Ao menos ali... ao menos ali ele tem coragem de levantar o rosto para o céu e sentir-se amado.
Não lhe pedi que regressasse com pressa para este lugar. Manteve-se firme sempre que devia, manteve a sua postura, cumpriu o seu papel, e foi por isso que o deixei estar, livremente, enquanto o seu palpitar se mantivesse, e a sua vontade não o abandonasse.
Só lhe pedi que, quando conseguisse respirar o ar puro que esse seu líquido azul tão bem limpa, regressasse ao sítio do costume. Estarei à sua espera, da mesma forma que ele me deixou...

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