As promessas são para se cumprirem, mas tu não cumpriste as tuas comigo e eu não vou cumprir a minha última contigo. É quase como se não merecesses que o fizesse, é quase como se eu tivesse de exprimir mais e mais a minha raiva, porque tu nunca fazes o que eu espero, e porque enquanto eu o esperar tu não o farás. A saudade é uma casa solitária, é uma estrada contínua que consoante vai crescendo, se vai esmorecendo atrás de nós. E nós somos isso, essa estrada que não tem fim, que não se parece com nada, e eu grito para mim que tu não és nada, porque é isso que eu quero, a tua insignificância, e no instante que se segue eu sei que o não és, pelo simples e tão belo facto de eu o continuar a desejar, incessantemente. Sabes que nunca vais partir, eu também sei que nunca o farás, mas por favor, desvanece-te neste caminho da saudade. Não te alojes no meu coração, ele não é teu.
"Ele não te merece tal como tu não o mereces. Nunca serias capaz de lhe retribuir o que ele deseja, e ele seria incapaz de te dar o bastante (q.b.). Viverem insatisfeitos, nunca seria opção"
E sim, ainda estou interessada no dia em que deixarei de sentir aquela estranha saudade, aquela triste chama da saudade, que me consome e não se apaga. Ainda estou à espera do momento em que a certeza de que fiz tudo bem se apodera de mim. Ainda estou à espera do momento em que tu voltas, só para eu te poder dizer que já não significas nada para mim. Uma mentira, diriam os outros, as outras vozes...
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