terça-feira, 26 de outubro de 2010

um passo .. ou dois

Puto, foste a desilusão. Tu e o outro, qual a diferença? Tu tens a mania que o mundo te cai aos pés, és brincalhão, divertido, astuto, e com a mania que tudo te quer. Sentes-te bem?

Desiludiste-me, queres mais alguma coisa? Tipo, desiludiste-me. És cara pela frente, e coroa por trás: serviu-te a explicação?

O outro… ora o outro era a estabilidade que agora não tenho. Fez o que eu nunca julguei que ele conseguisse fazer, entendes? Claro que entendes, és um tipo inteligente.

E depois olho à minha volta, e vejo tudo como imaginei que seria, e que durante um qualquer período não vi. De um momento para o outro, deixei de acreditar que realmente as pessoas consigam ser o algo tão perto da humanidade que desejo.

Talvez um dia o meu passo ultrapasse isto. Para já não aguento.

Sabes, o meu mau humor, mau feitio, ausência de paciência, indisponibilidade, veio para ficar. Enquanto fores aquilo que não quero que sejas, enquanto viveres nesse mundo que não suporto, hei-de sempre querer passar por cima de ti, ignorar-te. Mas também tu sabes, deverias saber, que aquilo que agora finges, no teu coração, na tua alma, breve e inconstante, não te valerá. A ti, e ao outro. Mascaram as coisas e o carnaval vai longe.


Era isto que queriam? Bom, conseguiram.


4 comentários:

  1. Vais-me desculpar imensamente por te comentar o primeiro texto ahaha , mas acho que quando disseste «O outro… ora o outro era a estabilidade que agora não tenho. Fez o que eu nunca julguei que ele conseguisse fazer, entendes?» me fizeste pensar por momentos no seguinte "Não podemos dar ninguém como alguém garantido na nossa vida" .

    ResponderEliminar
  2. não podemos, nem conseguimos garantir que as pessoas não nos vão desiludir. O mais provável é isso acontecer, com a mesma pessoa, uma vez na vida, pelo menos. O certo e o errado vão crescendo à medida que esses momentos que não podemos "dilitar" da nossa memória, vão crescendo também.
    Mas aos poucos e poucos, conforme aquilo que causou o quê, a pessoa, e da relação com essa pessoa, esses momentos transformam-se em não momentos, e abre-se espaço para nós e para a nossa felicidade.

    Não compares 13 anos, com o resto (L)

    ResponderEliminar
  3. Mas eu não estava a falar dos 13 anos $:

    ResponderEliminar