
Não me chames diferente. Sou igual a ti. Somos iguais. Aliás, somos diferentes, mas iguais. Isto é, a nossa igualdade é igual à nossa diferença, e eliminam-se.
Por isso, quando pensares em eliminar todas as probabilidades, tu aí, a que escreves, menina, pensa em não o fazer. Ou pelo menos, pensar antes de o fazer. É que depois não vais voltar atrás.
Esta noite não vou escrever mais, importas-te muito?
Eu importo-me. Sabes, li-te, não a ti, mas à tua frase. Li-te de qualquer das formas. E eu sabia que não era para mim. O facto de o saber, não mudou nada. Ver, sem me dizeres, ouvir, sem te ver, eu sabia. Não assumiste, logo apenas, mas eu sabia. E só custou porque ainda te estou a tirar do meu sangue, sangue esse por onde andaste, que julgaste teu, infectaste, e agora nao sei curar.
Hoje não. Talvez um dia.
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