terça-feira, 1 de maio de 2012

Um riso miudinho, um olhar, um sorriso, uma troca. "Ai o que ele tem aqui!", eu sorrio, ele sorri. "vá, vamos andando?" pergunto eu, não responde ninguém. Passo sim, passo não, solta-se uma gargalhada como suspiro de um coração. Eu estou aqui, tu está comigo, estamos todos juntos, sem estarmos unidos. "É fofinho", eu afirmo que sim. Tu paras para sorrir, eu paro para te olhar. Eu vou com elas, tu vais com ele, e o dia já não pode melhorar. Vocês no vosso canto, e nós com o nosso encanto, vamos fazendo tudo o que havia por completar. "Estou? Ainda aí estão?" perguntou ela, lá do cimo, com aquela voz que é só dela, "vamos, mininas?"e nós seguimo-la, sem que a conversa se acalme. Beijinhos por aqui, beijinhos por ali, tanta gente a passear por estas ruas sem par. "Chega-te cá, que vamos indo", já toda a pressão tinha passado, e enquanto caminhávamos lentamente, não havia sussurro que não se formasse. Chegámos. Eu aqui, tu lá, não te olho, não te sei olhar. Tu de lá, virado para cá, não olhas porque não tens que olhar. Eu despeço-me com companhia, e lá vai ela para o bar, toma-se uma atitude que o coração não parece querer aceitar. Está na altura de continuar a andar.

18.3.2012

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