É o coração que bate no decorrer, demorar, da noite e do luar. Sinto o peso do seu cansaço, e a força da sua luta, da sua persistência, para que me mantenha firme durante mais uma noite de louco esforço. Não me levanto da cadeira, sinto-me presa a ela, e tenho de lutar, tenho de acabar o que ficou por fazer- Fogo!, para ti, teimosia, que insistência a tua.
E a minha cama chama-me, e o meu corpo pesa, e a mente abandona, e já nada parece resultar. As palavras baralham-se nas minhas linhas, no meu ser, junto da minha pessoa. Estou cansada e ainda o espectáculo não começou.
Vou dar o meu melhor, o tudo por mim. Vou pedir mais cinco minutos ao meu dia para que haja também tempo para ti, meu amor. Ou então tiro-os de mim e do meu tempo, para poder estar mais uns instantes a olhar-te. Amanhã, quando me vires, serei um cadáver ambulante, não porque tenha morrido na tua ausência, mas porque o meu corpo não aguentou tudo o que tinha para fazer.
E se o meu coração optar por deixar de bater? Não tenhas duvidas do que te vou dizer: foi um prazer poder-te conhecer.

Sem comentários:
Enviar um comentário