terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

me, my heart and I

Então, palavras? Acharam que hoje seria um bom dia para não saírem? Emudeceram a minha voz, humedeceram a minha alma. Que se passa convosco? Será do cansaço acumulado? Será da vontade de chorar que não existe e que eu insisto em criar? Ou será das palavras que já só se sabem embaraçar?

Grito, choro, corro, luto, finjo, escrevo, olho, estudo, e oiço - oiço muito, oiço mais do que digo; o coração cansou-se de falar... Não quer saber do sangue que já não lhe corre nas veias; não quer saber do que lhe fugiu para a Europa mais distante, não quer saber dos intrusos, não quer saber de nada. Coitadinho de ti, meu gerador de amor, não queres nada, ou aliás, queres um tempinho sem teres de olha por ti. Queres descanso, queres despreocupações; queres paz e precisas de um local onde repousar, eu sei. 

Vá, fecha os olhinhos e acredita que o mundo não vai parar de girar.


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