Sim, custa-me. Custa-me e tu nem imaginas o quanto me custa. Arde-me o peito dorido, aquele que tenho medo de afirmar que te ama. Argumento. Vou argumentando enquanto as palavras me não faltarem, enquanto eu as não banalizar. Tu inspiras e eu sinto o teu coração a bater junto do meu. Ele arrepia-se e eu retenho-me. Não aceitaria, jamais, ser eu a arrepiá-lo e dar-lhe medo. A tratá-lo mal. Não sei aceitar que o que a cabeça cria não passa de um desejo irreal do coração - aliás, de um desejo real mas impossível, do coração.
Peço-te que recues no tempo, num ato mais egoísta do que aquele que me julgava capaz de proferir. E arrependo-me de to pedir, risco o meu pedido. Estarei À tua espera. Estarei à espera que as coisas mudem, que o sol se ponha, e que a minha cabeça descanse, no teu ombro, junto do teu coração.
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