Foi despropositado. Foi um sofrimento despropositado, excessivo, escusado... ou talvez não.
Talvez tenha feito todo o sentido, talvez tenha sido mesmo necessário, mesmo importante, e mesmo fulcral.
Não somos opostos, somos aliás muito parecidos. Nenhum de nós é indiferente na outra vida, e acredita em mim quando te digo que isso é o melhor que nos podia unir.
E queres ouvir mais? O facto de eu ter visto o maior sofrimento no teu rosto, e de ter desatado a chorar quando senti que o meu mundo tinha saído por aquela estúpida porta fora, percebi o quão impossível era de alterar a tua importância na minha vida. E acho que foi o perceber isso que mais me custou e que fez com que as lágrimas não deixassem de correr compulsivamente pelo meu rosto.
Mas foi também por querer que fosses feliz que ignorei e calei todas as vezes que quis falar contigo, porque estava mesmo convicta de que estar longe de ti era o que melhor te faria, e mesmo que o aperto no meu coração fosse colossal, era tanto ou mais necessário quanto o teu bem estar. E digo-te do fundo do meu coração de papel, que precisei de ouvir de várias bocas que estavas bem porque o não o saber impedia o meu coração de bater.
Agora estás mais presente que nunca. E eu estou mesmo muito feliz com isso, porque é como se não houvesse razões para que o dia amanhecesse cinzento; é como se não deixasse de haver um motivo para ser feliz - e não há mesmo.
E agora, já percebeste porque é que aquele sofrimento ridículo foi necessário? A resposta é tão transparente quanto a madrugada que se aproxima - eu nunca iria perceber a colossal diferença que fazes na minha vida se ele não tivesse acontecido.
Obrigada, fofinho

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