Não são mais do que estrelas prestes a criarem uma luz negra. Não são mais do que caminhos já quase percorridos, escadas quase no último degrau e sem corrimão que nos segure. Primeiro proibiram-nos de as percorrer, depois proibi-mo-nos, e não desfazemos essas proibições enquanto o céu azul não alcançar o nosso olhar. Isso, e o brilho do Sol, ou das outras pequenas estrelas que tornam a nossa existência num ser mais real, num algo que apetece olhar e respeitar, num 'live for'.
Mas tudo o que é proibido dá mais vontade de quebrar, e assim o doirado que paira nos céus além horizonte brilha também aqui.
A esperança não foge, não voa, desaparece, mas volta com a próxima maré; com o próximo suspiro que fica por dar. Não estou -estamos- à espera que se torne mais fácil, que se quebre, que não exista. Estou à espera que este amor embaraçoso pelo que não existe, pelo 'pode acontecer' possa mesmo acontecer...
No fim, a luta é a esperança de apenas mais um milagre em que acabamos por acreditar.

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