Preciso da Liberdade que o Homem tanto fala, tão mal sabe expressar, e que todos ansiamos encontrar.
Preciso de gritar, e preciso de o fazer por saber que as lágrimas que teimam em cair não são reais o suficiente para acalmar esta voz que não pode sair.
Eu preciso de gritar, é pedir muito?
Estou coberta de vontades que desgosto e que não sei controlar. Controla-me por favor. Desconheço já o que sou e o que quis ser. Toda eu sou misturas de corpos, momentos e fragmentos; fragmentos de lua misturados com luar, e algo mais que não sei explicar.
As minhas próprias palavras ardem-me na garganta e adormecem-me a mão.
Não aguento mais, por já não saber quem sou.
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