Quantos desejos desenhaste no céu por ti, por mim ou por alguém? Só quero perceber se és guerreiro ou desistente, não leves a mal a ingénua pergunta.
Não me vês, nem a correr à tua volta na esperança de que o tornado que se forma te trave a partida, e já não espero que me repares.
A minha respiração fria e ríspida no teu pescoço, não a sentes? Claro que não, estás demaisado ocupado em contar os dias que faltam para que tudo acabe, e eu só estou a lutar contra ti, como se me tentasse libertar sem sequer o desejar.
Estes segundos que gastas nesse teu paleio, não voltam atrás; os instantes que perdes a justificares-me o que não sabes justificar afogam-te no cume da montanha: já não a sabes escalar, o que nos fizeste foi enganar. Trocaste a tua realidade pela portucalense, e agora tornaste a trocar.
Não te julgo, aprendi a não criticar. E de facto consigo entender-te, o teu futuro tem tudo lá, aqui nem o avistas.
Não penses que a revolta que escrevo seja contigo, num sem fim de trocas interiores. Apercebe-te que se me parecer nada, num alguma coisa incompleta, é porque significaste mais do que devias significar. Estou directamente dirigida a ti, atingiste? Não finjas mais do que já fingiste.
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